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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Mitsubishi lancer evolution

Mas, afinal, o que faz o pacato Lancer se transformar numa máquina voadora que ganhou três títulos de construtores e outros quatro, consecutivos, de pilotos no Campeonato Mundial de Rali? A resposta está na verba de algumas dezenas de milhares de dólares por ano que a Mitsubishi japonesa investe somente no desenvolvimento do carro para rali. Todo esse dinheiro se traduz em tecnologia. É daí que surge um motor de quatro cilindros e 2 míseros litros capaz de desenvolver 280 cavalos, contra os 105 cavalos da versão original de rua. A turbina de alta pressão, com 1,1 bar, é auxiliada por um enorme intercooler que se esconde, mas nem tanto, atrás do pára-choque dianteiro. Internamente também há alguns segredos. As peças do motor foram retrabalhadas para ganhar performance e diminuir peso. Tudo é balanceado. As quatro bielas de ferro fundido, por exemplo, têm exatamente o mesmo peso. Com isso o motor sobe de giro de forma mais rápida e constante. No cabeçote de dezesseis válvulas, todos os coletores tiveram seu fluxo otimizado. Tanto o de admissão (que manda a mistura ar/combustível para dentro da câmara de combustão) quanto o de escape (que retira os gases queimados do motor após a combustão).

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