Mas, afinal, o que faz o pacato Lancer se
transformar numa máquina voadora que ganhou três títulos de construtores
e outros quatro, consecutivos, de pilotos no Campeonato Mundial de
Rali? A resposta está na verba de algumas dezenas de milhares de dólares
por ano que a Mitsubishi japonesa investe somente no desenvolvimento do
carro para rali. Todo esse dinheiro se traduz em tecnologia. É daí que
surge um motor de quatro cilindros e 2 míseros litros capaz de
desenvolver 280 cavalos, contra os 105 cavalos da versão original de
rua. A turbina de alta pressão, com 1,1 bar, é auxiliada por um enorme
intercooler que se esconde, mas nem tanto, atrás do pára-choque
dianteiro. Internamente também há alguns segredos. As peças do motor
foram retrabalhadas para ganhar performance e diminuir peso. Tudo é
balanceado. As quatro bielas de ferro fundido, por exemplo, têm
exatamente o mesmo peso. Com isso o motor sobe de giro de forma mais
rápida e constante. No cabeçote de dezesseis válvulas, todos os
coletores tiveram seu fluxo otimizado. Tanto o de admissão (que manda a
mistura ar/combustível para dentro da câmara de combustão) quanto o de
escape (que retira os gases queimados do motor após a combustão).

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