Antes de mostrar as maravilhas tecnológicas do
carro - cara, o manual do proprietário tem 855 páginas! -, é bom separar
bem as coisas. O SL 500 vem com motor V8 de 5 litros, manda 306 cavalos
a 5600 rpm e só fica nos 250 km/h por obra e graça de um limitador de
velocidade. Ainda assim, ele NÃO é um superesportivo (acho que foi por
isso que o segurança quis me "empurrar" um Porsche). A Mercedes acertou o
carro para entregar velocidade e desempenho, mas para gente
aparentemente normal. Aos malucos do acelerador, existe a versão AMG com
476 cavalos.
Não são dois exemplos ao acaso. Ambos mostram que
este SL é especial. Ele rompe com a tradição da marca de reservar ao
Classe S, o modelo top da marca, a primazia de inaugurar inovações
técnicas. Na verdade, trata-se de uma versão revista e ampliada do já
impressionante pacote high-tech do S. Também está no SL o sistema
Distronic, que funciona como um piloto automático inteligente. Sensores
no pára-choque medem o espaço até o carro que está à frente. Quando
atinge a distância preestabelecida, a parafernália diminui a velocidade,
atuando sobre motor e freios. O Comand, por sua vez, reúne no console
central os comandos e mostradores do rádio, CD player, TV, sistema de
navegação e do telefone. Aliás, como tem botão nesse negócio! Pelo menos
existe o Linguatronic, que aciona o rádio e o telefone por comando de
voz. Em caso de um acidente, o Teleaid ativa automaticamente os serviços
de resgate por meio da telefonia móvel. Para completar, o novo SL
herdou o Keyless-Go. É um cartão que cabe na carteira e serve como uma
chave. Por decodificação eletrônica, o SL libera a abertura das portas,
bastando pressionar um botão na maçaneta. Para dar a partida, é só
apertar outro botão na alavanca de câmbio.


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