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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Jaguar E-type

 A suspensão, que segura a carroceria com competência nas curvas e garante a maciez típica de Jaguar, já era independente nos dois eixos. Na frente, o sistema é duplo A e, atrás, usa braços articulados. E os freios empregavam disco nas quatro rodas. É curioso notar que, na traseira, os discos foram instalados junto ao diferencial, para aliviar o peso nas rodas. Por isso, quando se olha através dos raios não se veem os discos.
 O E-Type empregava um conceito misto de chassi tubular, na parte dianteira, que sustenta o motor, e monobloco, da cabine para trás. A linha de cintura do carro é bastante baixa, para os dias de hoje. O limite da porta não chega a cobrir o ombro do motorista. Sob o painel, a cabine afunila enquanto o túnel da transmissão toma boa parte do espaço. Apesar disso, sobrou lugar para os pedais, que são pequenos, mas estão bem dispostos. A posição de dirigir é confortavelmente esportiva. O motorista tem à sua frente, além do longo capô, que parece ainda maior visto da cabine, um rico cockpit para contemplar. As alavancas do freio e do câmbio são cromadas e o painel lembra um avião da RAF (Royal Air Force), em razão dos instrumentos e teclas - uma para cada função, como luz do painel, ventilador -, todos de cor preta, com as inscrições brancas.
O E-Type estreou equipado com motor 3.8 de seis cilindros em linha, com duplo comando de válvulas e três carburadores. Tinha 265 cv de potência e 35,9 mkgf de torque. Quando a fábrica anunciou o carro e disse que ele atingia 240 km/h de velocidade máxima, as pessoas duvidaram. Mas, de fato, o E-Type chegou até a ultrapassar essa marca, chegando a 242 km/h, nos testes feitos pela imprensa especializada da época. Em 1964, chegou o motor 4.2 com os mesmos 265 cv mas com maior volume de torque: 38,6 mkgf. Esses dois motores foram oferecidos até 1966, quando o 3.8 foi aposentado. Em 1971, foi a vez de o 4.2 sair de cena para dar lugar a uma versão V12 5.3 de 272 cv.

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