A suspensão, que segura a carroceria com competência nas curvas e
garante a maciez típica de Jaguar, já era independente nos dois eixos.
Na frente, o sistema é duplo A e, atrás, usa braços articulados. E os
freios empregavam disco nas quatro rodas. É curioso notar que, na
traseira, os discos foram instalados junto ao diferencial, para aliviar o
peso nas rodas. Por isso, quando se olha através dos raios não se veem
os discos.
O E-Type empregava um conceito misto de chassi tubular, na parte
dianteira, que sustenta o motor, e monobloco, da cabine para trás. A
linha de cintura do carro é bastante baixa, para os dias de hoje. O
limite da porta não chega a cobrir o ombro do motorista. Sob o painel, a
cabine afunila enquanto o túnel da transmissão toma boa parte do
espaço. Apesar disso, sobrou lugar para os pedais, que são pequenos, mas
estão bem dispostos. A posição de dirigir é confortavelmente esportiva.
O motorista tem à sua frente, além do longo capô, que parece ainda
maior visto da cabine, um rico cockpit para contemplar. As alavancas do
freio e do câmbio são cromadas e o painel lembra um avião da RAF (Royal
Air Force), em razão dos instrumentos e teclas - uma para cada função,
como luz do painel, ventilador -, todos de cor preta, com as inscrições
brancas.
O E-Type estreou equipado com motor 3.8 de seis cilindros em linha, com
duplo comando de válvulas e três carburadores. Tinha 265 cv de potência e
35,9 mkgf de torque. Quando a fábrica anunciou o carro e disse que ele
atingia 240 km/h de velocidade máxima, as pessoas duvidaram. Mas, de
fato, o E-Type chegou até a ultrapassar essa marca, chegando a 242 km/h,
nos testes feitos pela imprensa especializada da época. Em 1964, chegou
o motor 4.2 com os mesmos 265 cv mas com maior volume de torque: 38,6
mkgf. Esses dois motores foram oferecidos até 1966, quando o 3.8 foi
aposentado. Em 1971, foi a vez de o 4.2 sair de cena para dar lugar a
uma versão V12 5.3 de 272 cv.


