Em velocidades muito altas, é necessário um perfeito equilíbrio entre
coeficiente de arrasto e pressão gravitacional", diz Schreiber. "Antes
de tentar atingir 408 km/h o perfil aerodinâmico do carro precisa ser
ajustado". Para tanto, o motorista gira a chamada "chave de velocidade",
comando localizado entre o assento e a soleira. No módulo "velocidade",
a asa traseira e o spoiler sobre ela se retraem quase por completo, os
painéis do difusor dianteiro se fecham, a altura de rodagem cai para 65
milímetros na frente e 70 atrás e o coeficiente Cx diminui de 0,37 para
0,36. Nessa configuração, a resistência de arrasto está no seu mínimo
absoluto - mas a pressão gravitacional também. Na frente não há qualquer
elevação e na traseira há meros 40 quilos sobre a asa. No módulo
"dirigibilidade", que vale para até 376 km/h, os números correspondentes
são 150 quilos no eixo dianteiro e 200 no eixo traseiro.
No console central estão os controles do ar-condicionado e um modesto CD
player de disco único. Um botão de "chamada recebida" no topo sugere
que há um telefone escondido em algum lugar nesse cenário sofisticado, e
até notamos um sistema de navegação básico na extremidade direita do
espelho retrovisor. Agrupados em volta da alavanca de câmbio estão três
botões chamados "controle de saída", "partida do motor" e "ajuste de
dirigibilidade".


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