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domingo, 18 de dezembro de 2011

Honda Equus

Os vidros laterais, por exemplo, parecem blindados. Não é o caso: são laminados, o que os torna mais seguros em acidentes, mas com espessura de quase 1 cm, para melhor isolamento acústico e térmico. Em termos sonoros, isso faz do Equus quase um veículo elétrico, apesar do motorzão que o anima. Não se ouve nada do que ocorre no exterior ou sob o capô.





 No painel central e nos das portas há acabamento de madeira de lei. É nogueira, que também reveste o volante, que conta com sistema de aquecimento. Nos bancos traseiros, bastante amplos e confortáveis, o da direita pode ser regulado como se fosse uma poltrona de avião, por meio de um painel no centro. Ali é possível ajustar o sistema de entretenimento, com tela de 8 polegadas sensível ao toque, a temperatura (para cima ou para baixo, já que todos os bancos são refrigerados), a inclinação do encosto e do apoio das pernas e a massagem das costas. Também dá para empurrar o banco dianteiro direito para a frente, a fim de abrir ainda mais espaço. Nesse sentido, o Equus é ideal para quem gosta de conduzir só os negócios, deixando a direção para um motorista profissional.
Se o Equus se destaca nos detalhes, é também neles que o sedã mostra que há um caminho a ser percorrido para poder ser comparado aos rivais alemães. Descontando o comportamento, que fica a dever ao do Lexus LS 460 (cujo motor, também um V8 4.6, é mais forte), o relógio analógico no centro do painel só parece sofisticado até a hora em que se percebe que a capa é de plástico, não de vidro, como nos Maserati, por exemplo. Ao desligar o carro, ele toca uma musiquinha de adeus como a de um celular.

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